Pesquisar a Dialética

domingo, 22 de maio de 2011

Você pensa que escolhe, mas já escolheram por você!

A maioria dos indivíduos não percebe, mas está inserido em um padrão pré-estabelecido. Padrões estes exercidos pela mídia na sociedade, mediante a agenda setting, a opinião de poucos e influentes e ditados pela grande maioria midiática.
Com os padrões estabelecidos, tais como, os referenciais simbólicos e culturais que determinam ações, tornando o senso comum um eterno vigilante, que não deixa passar nada que não faça parte das regras estabelecidas.
Eu sempre assisti Big Brother, mas depois que entrei na faculdade em 2009, juntando com meu espírito contestador, deixei de gostar e comecei a ter o olhar mais crítico diante de “reality shows
No final de março deste ano, ao ir a uma entrevista de emprego para uma vaga de “redator para mídias sociais” me vi em uma situação complicada: todos os candidatos a vaga estavam discutindo sobre os últimos acontecimentos: quem tinha ganhado o Big Brother 2011, a morte do ex-vice presidente José de Alencar e sobre uma nova cantora, que eu nem fazia ideia de quem era chamada Rebecca Black. No primeiro momento já demonstrei minha insatisfação pelo tema, tentei falar minha opinião, falar de forma mais crítica, mas fui cortada “cirurgicamente” (rs) por uma das candidatas.
Naquele momento decidi que não ia concordar com aquilo, sai de lá com a cabeça erguida e com o pensamento de que não mudaria minha opinião para me manter inserida. Resultado: não fui selecionada para a vaga, mas tive muito orgulho de ter mantido minha opinião.
Quis usar esse exemplo para ilustrar o fato de que as pessoas são eternas vigilantes do senso comum e que assim que alguém diz algo diferente do pré- estabelecido, é eliminado, ou coagido a concordar com as coisas.
Todo esse sistema de vigilância, que em prol dos padrões estabelecidos como modelos a serem seguidos, transformam os indivíduos em vigias, a fim de excluir ou persuadir toda e qualquer pessoa que burlar o senso comum.
A eterna histeria por estar inserido nos padrões ditados pela mídia faz com que as pessoas se policiem o tempo todo e que se sintam vigiadas de alguma forma, talvez não fazendo o que realmente querem e sim fazendo o que lhe disseram pra fazer.
Podemos observar o grande número de câmeras espalhadas pelas grandes cidades, que tem como intuito trazer segurança aos habitantes, mas por trás de toda essa vigilância pode haver uma forma de disciplinar as pessoas.
Você acha que escolhe, mas acredite suas escolhas, comportamentos e ideais já foram escolhidos por você...

domingo, 17 de abril de 2011

Zeitgeist: Engana-se quem se deixa enganar





Zeitgesit (“espírito da época”) é um filme do norte-americano Peter Joseph, muito bem feito, lançado em 2007, que teve visibilidade mundial, apelo extremo e causou muita polêmica ao tentar provar que Jesus Cristo teria sido uma invenção através de diversas teorias conspiratórias.
Com toda uma atmosfera de mistério, que passa até pelo medo, são abordados assuntos variados, muitas informações, dados que parecem reais e que de alguma forma nos envolvem no filme, e por alguns segundos tomamos aquilo como verdade absoluta, mas só por alguns segundos.
Vale ressaltar que, por mais que as teorias conspiratórias apresentadas sejam extremamente atraentes, devemos duvidar das informações que recebemos, sempre devemos pesquisar, procurar fontes históricas e não aceitar tudo como verdade absoluta.
Ao pesquisar sobre o assunto, logo achei diversos artigos, tanto em defesa, quanto criticando o filme.
Assim, devemos ver todos os lados antes de sair falando por aí, por exemplo, que Hórus teve a mesma historia de Jesus, por que segundo alguns historiadores não foi bem isso que aconteceu.
Segundo Dr Chris Forbes, professor sênior no Departamento de História Antiga da Universidade de Macquarie em Sidney, Austrália, especialista na história da religião e pensamento grego, esta afirmação é equivocada. Forbes diz que Horús na verdade é o Deus-Céu, que faz o sol nascer, isso distancia a conexão de que dele ser o Deus-Sol (God Sun).
No documentário a história de Hórus se confunde com a história de Jesus: nascimento no dia 25 de dezembro, os 12 discípulos, supostamente nascido de uma virgem, crucificado e ressuscitou.

Segundo Forbes está é a história de Jesus e não de Hórus. Íris, mãe de Horús não era virgem e no vídeo não há fontes egípcias de que ela era.
“É improvável que as fontes afirmem que Hórus nasceu no dia 25 de dezembro, porque dezembro é um mês latino” diz Forbes.

Acredito que, mexer com imaginário religioso é muito perigoso, muitas pessoas cegas por suas religiões não aceitam esse tipo de opinião, que mesmo sendo falsa, obriga as pessoas a repensarem determinados assuntos, obter uma visão menos fantasiosa dos mitos e quem sabe assim começar e desconfiar e questionar as verdades consideradas absolutas. É o intocável sendo tocado, entende?

Fonte: Bíblia Comentada

Welcome To

O tempo passa e o fascínio pelo espetáculo só aumenta. 
Os diversos e cansativos “Reality Shows” são inseridos na programação da maioria dos canais de TV, como se tivéssemos que assistir e aceitar, nos mostrando todo o espetáculo das necessidades fisiológicas, da tragédia e da novela da vida alheia.
Tudo se tornou mercadoria valiosa, commodities, informação nova, velha e sempre.São as mesmas fórmulas, apelos emocionais programados, uso do corpo escultural, a burrice extremamente esperta e oportunista, a inocência forçada, a inversão de papéis, o considerado excluído vira herói, não há limites para a comercialização de uma imagem que vende e vende.
Vemos em programas de TV, novelas, músicas, clipes,comerciais, filmes etc padrões pré-estabelecidos que se instalam na mente das massas, invadem suas casas de forma invisível, silenciosa e sem precedentes.
Ocorre a banalização. Toda e qualquer coisa vira mercadoria, escambo, matéria prima. Tudo por ser vendido, seja uma imagem, um comportamento, um estilo de vida, um rosto, um corpo, um sonho. Tudo faz parte do comércio espetacular, onde o cliente acha que sempre tem razão, no incrível e perfeito mundo das aparências.
A simulação e o "faz de conta" se tornaram parte do dia-a-dia, se tornou normal mentir, dissimular, não mais ser e sim ter, conseguir sucesso, fama e dinheiro a qualquer custo, seja como for, continuar a fingir o que não é e nunca será.
Bem vindo ao Velho Novo Mundo, que de alguma forma eu, você e milhares de pessoas ajudaram a construir...que tal refletirmos sobre o assunto?

Deixa eu começar...START



domingo, 27 de março de 2011

A perigosa arte do Simulacro

Simulacro: Criar algo que possa parecer real, dessa forma iludindo as pessoas com relação a determinada situação; - Dicionário Informal
Até pouco tempo atrás, palavra por mim desconhecida. 
Descobri que até hoje eu sempre estive e sempre estarei inserida em seu contexto e não só eu, todo o resto do mundo.
Essa semana, na faculdade, ouvi algo que sempre fez sentido pra mim, mas até aquele presente momento, ninguém tinha dividido o mesmo pensamento que eu:
O homem vive buscando formas de ser o que não é e de se dar bem a qualquer custo.
Sim! Muitas pessoas vivem em um mundo que não são delas, contam vantagens sobre coisas que nunca aconteceram e sinceramente esperam que as coisas sejam iguais as da televisão.
São diversos padrões, inseridos em nosso cérebro, que reconhece esse estímulo e responde através de modismos, atitudes e necessidades de valores, que muitas vezes não fazem o menor sentido.


Semana passada, estive de passagem por um lugar considerado "nobre" em SP. Muitas lojas, pessoas consideradas chiques, forte sistema de segurança, muita ostentação e pouca realidade. 
Não muito longe dali, dois garotinhos engraxates caminhavam pela calçada, maltrapilhos e sem nenhuma perspectiva...
Diante disso, me questionei: Qual o motivo de tanta ostentação se o mundo em que vivemos é completamente inverso? Qual o sentido de ostentar diante de tanta desigualdade?


Bom, até agora não encontrei respostas cabíveis, mas Baudrillard tem me ajudado bastante...
Resumindo: Tem lugar pra eu estacionar o meu Crossover? Tem. Tem segurança? Tem. Marcas importadas a preços absurdos? Tem. Já passou na Tv? Já.
Então, do que estávamos falando mesmo?


Fingir, dissimular, tentar fugir? Não.





Menos do Mesmo

Dead Fish

O compromisso em satisfazer
Entreter, como obrigação
Será que está aqui o que precisa?
Procurando seus clichês nos meus
Menos do mesmo você diz querer
Fingindo ser o que não é
Outras canções em outras vozes
Mas sempre o mesmo refrão
Respostas fáceis do que não querem contar
Consumir, formar opinião
Descartável, sem nenhum valor
Menos do mesmo você diz querer
Fingindo ser o que não é
No mesmo lugar
Repetindo até se entediar
Pague caro, nesta mesma ilusão
Neste horário
A paisagem não mudou
São 9:11
Algo vai acontecer
Menos do mesmo você diz querer
Fingindo ser o que não é
No mesmo lugar
Repetindo até se entediar
Pague caro, nesta mesma ilusão
São só mentiras
Que querem te vender
Segmentado, outro mercado
Pra assimilar
Quem vai lucrar?






domingo, 20 de março de 2011

“Fim dos Tempos” (para os Jornais?)

Em tempos de Internet, onde a notícia é atualizada a cada minuto, o Jornal impresso se tornaria obsoleto?

Não, o jornal não precisa acabar e sim adequar-se as novas tendências com conteúdo e personalidade.
A maioria das pessoas prefere a Internet pela comodidade, por ser mais fácil, pelo fato das notícias serem mostradas de forma dinâmica, porém, muitas informações são de fontes pouco confiáveis, já no Jornal impresso é diferente, a credibilidade é maior.

Acredito que o Jornal impresso ainda é uma unanimidade, visto que as pessoas preferem sentir a textura do papel e a confiança que os jornais tradicionais trazem.
Tem outro fator predominante, uma grande parte da população não possui acesso à Internet a todo o momento, já no Jornal impresso as pessoas podem simplesmente parar em frente a uma banca de jornal e ler os principais notícias  da primeira página. No meu ponto de vista a Internet é um ótimo meio de se conectar ao mundo, de se informar rapidamente sobre determinado assunto, porém temos que usá-la com cautela. Qualquer pessoa pode escrever textos na Internet, tais como blogs, fotoblogs e sites de relacionamentos, causando uma série de divergências.

Não podemos nos acostumar com as notícias “mastigadas” da Internet, temos que procurar uma fonte segura de informação, participando de discussões e conhecendo vários pontos de vista, para criar os nossos próprios conceitos.

O Jornal impresso é o resultado de várias pesquisas e revisões trazendo informação com precisão, onde lemos a notícia e paramos para pensar sobre o assunto.

A Internet e o Jornal podem caminhar juntos, sendo um o complemento do outro, não havendo necessidade de extinção de nenhum deles.

Dessa forma, enquanto houver pessoas se comunicando, ainda haverá notícia para ser impressa.